A mais velha

August 3rd, 2010

Não sei bem como ou quando aconteceu. Mentira, eu desconfio como, mas nem desconfio de quando. De repente eu sou a mais velha do grupo. Foi uma surpresa. Todos ali mais jovens, não muito, mas mesmo assim, são.

Em época de aniversário isso ficou ainda mais evidente. Até a minha nona queria saber quantos anos eu tenho. Ainda bem que chutou pra baixo, então resolvi ficar com a idéia dela.

A verdade é que de repente eu vejo grupinhos de adolescentes barulhentas e estabanadas (eu era assim?) e dou graças à Deus por ter passado disso. Daquele barulho todo, da comum falta de estilo ou auto-conhecimento que traz escolhas erradas desde batons a meninos. De usar maquiagem e insegurança demais. Adeus às espinhas doloridas.

Ao mesmo tempo, a cada aniversário que passa, aquela sensação de possibilidades infinitas também fica para trás. A perspectiva muda. Apesar disso tudo ainda sou tão adolescente, tão filha. Em casa as coisas são iguais, mas completamente diferentes. Hoje eu discordo dos meus pais, sem gritar. Eu comunico, não peço permissão, e se me contenho é por respeito, não temor. Eu sento numa mesa e fico conversando com a minha mãe e tomando café como se fossemos amigas e ela parece saber do que estou falando.

Claro que logo vou saltar de uma vez. É estranho pensar que na minha idade eu ainda esteja aqui, mas hoje, longe da rebelião da adolescência, posso acertar tudo para sair de casa, ao invés de fugir de casa.

Junto com os anos, além de rugas e dificuldade de perder peso, vem também as lembranças. Amigos de anos. E conversas sobre peelings ou cremes. Temos piadas nostálgicas e coisas “da nossa época”. Posso ter manias e ser intolerante, e tenho amigos que entendem porque me conhecem mais da metade da vida.

O melhor é que hoje tudo isso acontece, mas quase todos entram no limbo da idade indefinida e vivem bem assim. E enquanto eu possa colocar jeans e tênis sem parecer ridícula, posso transitar entre esses dois mundos sem sofrer.E como eu disse para a nona quando ela disse que é muito orgulhosa de seus 84 anos, quando eu chegar na idade dela conto pra todo mundo. Até lá, viva os dermatologistas.

Celebrities?

July 22nd, 2010

Esses dias, vendo no E! um reality chamado “Pretty Wild” parei e pensei… gente, e quem é essa menina que não para de chorar pelas coisas mais ridículas? O que ela fez para merecer estar ali? Quer dizer, fora roubar a casa do Orlando Bloom? Fui dar uma googlada e… bom, aparentemente nada. At all. Ela é aspirante a modelo, ou melhor, aspirante à celebridade.

Gente, eu amo o E!, e adoro uma fofoquinha de famoso (quem não gosta?). Só que para mim para ser famoso a pessoa precisa fazer alguma coisa pra começar. Tem hora que o exagero dessa coisa de celebridades é tamanho que pessoas sem noção que nunca fizeram nada relevante a vida toda simplesmente tem um programa só delas. E por que? Pra que? Puro vouyerismo genralizado?

Tá, tô ficando velha. Só acho que entre gostar de observar gente a dar um programa na TV à uma pessoa praticamente inútil ou dedicar a minha vida a observar a vida dos outros… tem um universo de distância. E vou me manter do lado de cá, obrigada.

E mudei o canal. Chega de choradeira.

Wish> Red Ruby Slippers

July 18th, 2010

Elevando o esmalte vermelho à um outro nível. Alguma marca nacional faz um inspired baratinho, por favor?

Debora Lipmann

Felicity

June 21st, 2010

Um dos meus prazeres diários é me arrumar assistindo Felicity, que passa todo dia na Sony as 17h. Eu já vi inteiro, e revi algumas vezes. O legal é exatamente passar todo dia, assim pude ver todos os episódios, e constatar que é um seriado realmente ótimo. Um breve resumo:

Felicity Porter (Keri Russell), uma adolescente que acaba de se formar no colégio resolve ir para a Universidade de New York, após descobrir que Ben Covington (Scott Speedman), seu grande amor, irá estudar lá. Essa decisão irrita seus pais, que não concordam com a idéia de ter sua filha morando sozinha numa cidade grande, mas mesmo assim, Felicity parte para New York na tentativa de ficar com Ben.

Quando chega na cidade, Felicity descobre que Ben não faz idéia do que ela sente por ele, mas isso não a impede de continuar seguindo seu coração. Felicity permanece na Universidade e conhece Julie Emrick (Amy Jo Johnson), que vira sua melhor amiga. Ela também acaba se aproximando de Noel Crane (Scott Foley), o supervisor do andar de seu dormitório.

Felicity divide seu quarto com Meghan (Amanda Foreman), uma gótica maluca, que esconde algo muito sinistro dentro de uma caixa. Ben divide o apartamento com Sean (Greg Grunberg), um inventor com idéias estranhas. E na história surgem Elena (Tangi Miller), uma garota muito esforçada e de forte personalidade, uma das melhores amigas de Felicity, que geralmente consegue o que quer e Javier (Ian Gomez), gerente do Dean & Deluca, lanchonete onde Felicity e Ben passam a trabalhar.

(Wikipedia)

O que eu tanto gosto? Bom… a própria Felicity em si é meio irritante. Não tem como não gostar dela, todos aqueles cachos e tudo mais, mas o fato é que ela é tão passional e impulsiva que vira aquela amiga que ás vezes a gente quer estapear por se meter em tantas enrascadas. Mas os personagem são extremamente humanos. Não existem respostas. E todo mundo passa por uma das situações mostradas pelo menos  uma vez na vida. Fora o clima de faculdade, com dramas e amizades profundas, que sempre me deixa nostálgica.

 Minha favorita? Megan. Melhores cenas. E ela com o Sean é outra coisa fofa. Toda vez que começo a ver a 1ª temporada tenho a impressão que era uma personagem que não ia durar, mas ficou tão boa que virou uma das principais.

E… tem o Ben e a Felicity. Sou uma shipper viciada, então esse casal sempre me faz prestar atenção, são muito perfeitos juntos. A melhor cena pra mim é do primeiro fora que a Felicity passa nele, no 2×2. Qualquer mulher de gênio difícil sabe exatamente o que ela está falando:

Enfim, tudo isso é para dizer que recomendo.

Hello Kitty Addict

June 14th, 2010

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Sim, eu também sofro desse mal. Tem coisa mais fofa do que qualquer coisa (e coisa aqui pode ser substituído por tralha) que tenha a forma ou estampa dessa gatinha sem boca? Também desconheço a causa dessa fascinação que a Hello Kitty exerce sobre a população feminina, mas sei que é quase uma unanimidade.

Então, prepare seus “owwwwns” e se divirta com uma pequena seleção de coisas absolutamente FOFAS da Hello Kitty (links originais nas fotos):

Hello Kitty for MAC:

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Junção de duas paixões…. Agora é torcer pra sobrar alguma coisa na loja da MAC, ou apelar pro ebay. Adorei tudo, inclusive a Hello Kitty preta. E aquele batom pink, que loucura? Quero já!

Celulares:

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E o melhor, já tem a venda no Mercado Livre! O preço ainda é bem salgado (entre 1.000 e 2.000 reais, snif), mas é tão fofo…

Câmeras Fotográticas:

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Notebooks:

tem vários já!

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Caixinha de som para Ipod:

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Fuzil (!!!!):

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Carro!!! :

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Claro que existem milhares de outras coisas (joga no Google “Hello Kitty” e você terá aproximadamente 33.000.000 resultados), mas essas são as mais inusitadas e diferentes que achei. Divirta-se!

Outros sites:

Cute Kitty

Sanrio

Sanrio Brasil

love

June 14th, 2010

Dia dos namorados, pelo menos no Brasil. Algumas pessoas dizem que é uma data puramente comercial. Concordo. Outras vão dizer que é um dia para celebrar o amor e bla bla bla bobagens românticas. Opa, concordo também. O fato é que eu adoro trocar presentes, então só isso já me faria gostar do dia dos namorados. Então se meu motivo para isso é a desculpa dos comerciantes para me fazer gastar, está ótimo para mim.

Mas a verdade é que o amor anda cada vez mais complicado. Quantos casais ficam juntos “para sempre” hoje em dia? Poucos. Não sei se isso acontece porque não temos mais dedicação e paciência, ou se as pessoas nunca tiveram isso mesmo mas antigamente não tinham muitas opções a não ser ficarem juntos. Mesmo que infelizes. Aí bodas de ouro ficam fáceis.

Pode parecer um pouco crítico, mas eu vejo que a minha geração vive procurando um sonho. Muitos amigos e amigas, bonitos, inteligentes e engraçados procuram aquele sonho de par perfeito que vai chegar e te salvar do tédio em um cavalo branco. E tem aquela lista de exigências maior do que do Michael Jackson nos bons tempos. Claro que nada disso existe. Então todo cara que surge não é o suficiente. E nem você é tão perfeito assim, então também não consegue suprir as exigências dos outros. E dá-lhe solidão e reclamações.

Outro sonho bem comum é o da adolescência eterna. Muita gente (eu inclusive) já passou dos 20 e ainda está em casa. E ainda quer viver como se estivesse com 18 anos. O melhor: 18 anos, dinheiro na conta (ou cartão de crédito) e sem precisar de autorização de ninguém. Não nos sentimos como adultos, somos adolescentes com poder. Então assumir um relacionamento adulto, com todas as coisas chatas incluídas (e não são poucas) fica pesado demais. Pra quê dar o próximos passo se ainda somos adolescentes? E todas as 39287 possibilidades de futuro que parecem estar ali, ao alcance da mão? É díficil deixar essa liberdade e possibilidades de lado. E aí vai uma outra boa parte de amigos solteiros, aqui alguns felizes outros nem tanto, mas todos se negando a ser diferente.

Relacionamentos são difíceis. Me lembro falando isso para meu respectivo no comecinho de namoro. E ele meio assustado. Tem dias em que tudo desmorona. Você não tem alguém para te fazer feliz. Se essa for a intenção, pode acreditar, vai ficar decepcionado. Você tem alguém para fazer feliz. Seu foco muda, existem escolhas, existe compromisso. Não sei de muita coisa, mas sei que mesmo com tudo que exige, se dedicar à outro ser humano por escolha e afeto, se comprometer com ele baseado em um sentimento, é uma experiência única.

Hoje eu estou em um relacionamento, e me considero feliz. E olha que eu tenho um gênio difícil e sim, sou muito exigente (namorado, parabéns, você é um herói!). Mas achei um adulto que me faz querer crescer. E pensamos em contas, casa, móveis, educação de filhos hipotéticos. E tudo que me apavorava me faz querer pular. E comemoro sim esse fato sempre que eu posso, por mais comercial e cafona que seja.

Para os que assumiram o amor, pesado e complicado, nada perfeito, mas gratificante, parabéns. Não importa se já acharam ou não uma pessoa para compartilhar isso. Só se permitir amar e sentir já é um ato de coragem.

Feliz dia dos namorados.

heart <3

June 2nd, 2010

Dando uma babadinha básica na sale da net-a-porter vi esses vestidos de estampas de coração e … owwwn! É muito amor! Desejo instantâneo!

Da Juicy Couture:

Da Marc by Marc Jacobs:

Apesar de eu não estar podendo gastar, muito menos em dólares, lembrei de um suéter de corações que vi numa loja daqui. Não lembro quanto era, mas vou dar uma olhadinha. E também vi uma blusinha na C&A com a mesma estampa. Amo os inspired salvadores!

happiness

May 23rd, 2010

Felicidade. Eu duvido dela. Quer dizer, aquela felicidade que nos vendem ainda crianças no “viveram felizes para sempre”. Essa felicidade meio total e alienada eu nem sei se quero. A angústia e o cinza tem seu lugar. Gente feliz demais fica meio besta.

Mas dá pra ter momentos felizes sim, toda hora. É bom e faz bem pra pele. E apesar de dinheiro facilitar muito as coisas, pequenas felicidades estão ao alcance de quase todos.

Algumas das minhas pequenas doses de felicidade:

- Uma xícara especialmente grande de café num dia especialmente frio.

- Ir ao cinema.

- Pipoca, chuva e estar em casa vendo TV.

- Um abraço sincero.

- Chocolate.

- Dormir bem.

- Mesa de bar, com comidinhas de bar e gente divertida.

- Banho. Quente no inverno, morno quase frio no verão.

- Cabelo limpo.

- Sapatos lindos e que não façam você querer cortar os pés fora depois de usá-los. Se estiverem uma pechincha então, é o nirvana.

- Primeiro dia de férias.

- Primeiro beijo. E depois todos os outros beijos.

- Brigadeiro.

- Filme favorito. Ou todos os 389279874 filmes favoritos.

- Achar dinheiro esquecido em um bolso.

- Terminar de ler um livro.

- Emagrecer sem perceber.

- Finalmente esquecer uma mágoa.

- Sair do trabalho na sexta.

- Aprender algo difícil.

- Cozinhar.

- Postar algo no blog.

- Olhar um gato.

- Fotografar.

- Filhotes no pet ou para adoção.

- Unhas feitas.

- Vestir um casaco.

- Sopa.

- Maratona de um seriado amado.

- Ócio sem culpa.

- Viajar. Mesmo que seja logo ali, e volte já.

- Caneta nova.

- Abrir uma encomenda.

- Terminar um parcelamento.

- Ganhar algo. Um sorteio, um presente, um brinde. Até um sorriso tá valendo.

Não, isso não é felicidade. E é só um resumo. Como eu já disse, não acredito nessas coisas. Não pra gente como a gente. Não em um mundo desses. Mas esses pequenos prazeres diários e ordinários são mais concretos. E até mais sinceros e democráticos.?

Dia ruim? Lembre do que te faz se sentir melhor. E se dê. Se você não se tratar bem, quem vai?

To teach Dictators a lesson

May 2nd, 2010

Muito boa a campanha da Sociedade Internacional dos Direitos Humanos (ISHR) sobre o terror que os ditadores tem da liberdade de expressão e informação na internet.

Não dá pra deixar de lembrar que é tudo coleguinha do nosso querido presidente.
Né?

<3 Esmaltes

April 19th, 2010

Primeiro, a nova coelção da impala… ah, esses cinzas e os marrons estão me chamando pelo nome! Quase iguais, mas com certeza terei que comprar os dois ou vou ficar frustrada.

Nude clássico, café creme, chocolamore e café café já estão na listinha de compras!