sobre a academia
February 21st, 2010De volta do primeiro na academia. Minha mãe:
- E aí filha, foi bom lá?
- Bom seria ter nascido com metabolismo de magra, mas já que não dá, tenho que fingir que é bom.
Né?
De volta do primeiro na academia. Minha mãe:
- E aí filha, foi bom lá?
- Bom seria ter nascido com metabolismo de magra, mas já que não dá, tenho que fingir que é bom.
Né?
Confesso que, apesar de amar bolsas, nunca reparei muito nas “de marca” (expressão tosca! hahahaha) porque, né, sou simples mortal. E não acho que valha a pena comprar as falsiquê nos xing-ling da vida. Sempre preferi uma bonitinha honesta.
Mas.. essa coffer da Miu Miu quase muda meus conceitos. Se grana eu tivesse, comprava feliz:


Quero achar uma inspired… E se duvidar, uma de cada cor. Lindas!
Outro dia vi “Precious” um dos filmes com grandes expectativas de premiação agora em 2010, principalmente Mo’nique, que interpreta a mãe da personagem título (já ganhou o Globo de Ouro). Eu, que adoro um filme de superação, e quando baseado em uma história real mais ainda, estava ansiosíssima.
O bom é que antes de assistir li a resenha no Cinebuteco e assim consegui abaixar um pouco as minhas expectativas. Não entendam mal: o filme é muito, muito bom. Mas não muda a sua vida, entende? Talvez seu o maior mérito também seja o maior defeito: o espectador é colocado na mesma posição de todos os adultos do filme – mero espectador.
Porque é isso que os adultos fazem na trama: nada. Eles assistem. Mas pouco fazem para mudar a situação da protagonista, cuja vida é uma sucessão de tragédias – todas causadas pelos adultos que deveriam protegê-la. O pai, a mãe, os professores, a diretora da escola, quando não atrapalham, pouco ajudam. Até mesmo a personagem que teoricamente traz a mudança crucial na vida de Precious na verdade não faz quase nada, mesmo sabendo dos abusos que ela sofre. Ninguém se revolta, ninguém chama a polícia, não aparece no Datena (ou no caso, na Oprah, produtora do filme). Ninguém se importa. Nem ela mesma sabe quanto a situação é absurda e grotesca. Precious só aprende alguma coisa porque decide isso sozinha, e se livra da vida miserável sozinha também. Sempre sozinha.
Mas Precious além de mudar é diferente. Ela sai dessa inércia pelos seus filhos. Ela, criança, obesa, pobre, negra e sem consciência do mundo que a cerca, com uma infância deturpada, é a única que se levanta e defenda a si mesma. Se dependesse dos outros… não seria um filme de superação.
No final das contas fiquei com a sensação de que é um filme muito solitário. Claro que toda mudança tem que partir do interessado, mas eu acredito na influência que podemos ter, principalmente positivamente, na vida dos outros. E que os adultos devem olhar pelos mais jovens. Temos que nos chocar com as coisas, não aceitar. Eu acredito nisso. O filme não. E saber que a história é real torna tudo mais triste.
Enfim, um filme bom, um filme triste, um filme sobre a solidão e a força da mudança individual. Um filme de Oscar com toda certeza.
Mas… nada disso muda o quanto eu amei os cartazes do filme. Preciso descobrir quem bolou. Simplesmente genial, artístico mesmo. A imagem diz tudo:


E aqui o trailer. Claro, ainda tem o bônus de uma Mariah Carey sem gritinho e sem maquiagem, e um Lenny Kravitz sem chapinha (obrigada, senhor), se bem que ambos… bom, adultos, né? Já sabem. Não fazem a menor diferença no filme.
Já ouviu a música da Avril para Alice? É linda! Aliás, o filme todo parece maravilhoso, sou toda expectativas pra ver…
A vida é mesmo muito estranha. Um dia você tem um horizonte claro na sua frente. As coisas são fáceis de prever e tudo parece caminhar certo. Como eu disse, tive tudo que eu queria em 2009. Mas a verdade é que a gente sabe o que quer, mas não tem a me-nor idéia do que realmente precisa. Eu sempre soube disso, de algum jeito.
Aí cheguei a um ponto onde eu estava orgulhosa, mas também exausta estressada e meio maluca. Não tinha o que precisava. Pedi por um rumo e em menos de 15 dias eu tinha um emprego novo, bem menos estressante, e voltei para a casa dos meus pais.
Agora, eu quero acreditar que estou dando um passo pra trás para dar dois para frente. E em 2010 eu já tive o que eu pedi: um rumo.
Vamos caminhar.
Eu adoro tendências. A gente tem que se modernizar, saber o que é atual.
Mas sinceramente, tem coisasque parece que quem lançou estava de TPM e resolveu deixar todo mundo ridículo para se divertir. Não uso mesmo, nem pagando.
Essa coisa de usar só porque os outros estão usando… Tô nem aí. Não sou os outros. Podem me linchar se quiserem, mas não é fashion – é feio mesmo.
Calça Saruel. O horror.
Concordo em gênero, número e grau com a Cláudia Khalil: é a peça mais democrática da moda – fica ruim em todo mundo! Sério, nem sendo magra e alta, baixinhas e gordinhas então deveriam queimar as suas. Péssima.

Chanel Jade. Causou furor no mundo todo. Ah, me desculpem, pra mim é um verdinho pistache-catarro muito do feio, isso sim. Não chega nem aos pés de um Blue Satin.
Ainda bem que os próximos lançamentos são realmente lindos, tudo mais nude, e muito mais elegante, saca só:

Eu quero muito um na linha do Inattendu. Ah, foto das Trend Twins (amo!).
E vocês? Que tendências te deixam no horror?
Sabe o que eu AMO no blog da Karla?

Ela não me faz desejar gambitos fininhos, e deprimir por isso.
Mil idéias glamurosas para garotas de pernas grossas! Amo!
(fora que assim, quero ir lá e roubar todo o guarda-roupa pra mim, né?)
Todo mundo gosta de uma make glamurosa. Mas todo mundo ama mesmo é uma make que faz o carão e não pesa no bolso, né?
Tentando, e pesquisando em outros blogs de makes, sobraram dicas de produtos que cumprem o que prometem e são totalmente acessíveis:

Corretivo Tracta: esse vi no Garotas Estúpidas, e comprei pra ver. Finalmente, depois de muita saga e tentativas frustradas, consegui achar um corretivo que combinou perfeitamente com a minha pele. Mas o melhor do produto é a textura: fixa muito bem, cobre perfeitamente, adorei! Paguei 19 reais na Renner, mas em lojas de rua deve ser bem mais barato (a Camila mesmo comprou por 11 reais).

Blush Mousse Vult, cor 01: depois de uma amiga me indicar e ler no blog da Juliana que era igual ao Lady Blush da Mac (quer argumento melhor para uma comprinha?) corri numa perfumaria aqui pertinho e comprei por “5 reau tia“. E é FANTÁSTICO, fica bem, e se precisar reaplicar, é prático – e lindo, recebi vários elogios! Já virou um dos tops aqui!
Aí, no finalzinho do ano passado, comprei um em pó meio laranjinha (acho que é o número 2). Gostei bastante, porém… não fixa nada! E a embalagem é de matar de raiva. Então, blush da vult pra mim, só em mousse.
Chapstick – baratinho e ótimo. tá, lá fora é mais baratinho ainda, mas vale a pena, e sempre tem pra vender no ML e em lojinhas de importados (a Audrey, na Liberdade, recebe sempre). ajuda todo mundo que tem lábios que racham por qualquer coisa (aqui eu levanto a mão). dá para usar sozinho ou embaixo de batons, como primer. e é viciante. (preço: 10 a 20 reais)

Super Natural Sun, Maybelline – Meu primeiro e mais básico bronzer. exitem dois tons: true sun e gold sun. Eu sempre aplico com pincél porque a esponjinha dele é muito da vagabundinha, mas a cor é básica e linda. Dá para usar como blush, bronzer e para sombrear certas áreas do rosto (uso para ficar com o rosto mais fino). De acordo com um comentário na página do produto na Sacks, fica lindo também para peles negras. (preço: entre 12 a 20 reais no máximo).

Lápis de Sobrancelhas Vult – é o nirvana dos lápis para sobrancelhas. Explico: funcionou comigo, morena clara amarelada com sobrancelha super falha, e na minha mãe, loira quase translúcida rosada praticamente sem sobrancelhas. E em todo mundo que eu testei, com pele/sobrancelhas das mais diferentes cores. O segredo? A tal “cor universal”, que é um marrom acizentado com brilhinhos (que não aparecem quando aplicado). Perfeito. Amo tanto esse lápis que tenho estoque, por medo de sair de linha. (preço: 5 a 10 reais)
Ano novo. Tá, eu sei, calendário é uma piada. O tempo flue sozinho, sem controle, e nós, macacos pelados, só tentamos esquematizar a coisa de uma forma que a gente entenda e exerça algum (falso) controle. Blá blá blá sarcástico e entediante.
O fato é que não tem como se negar que quando praticamente o mundo inteiro celebra um novo ano toda essa idéia de recomeço, novo ciclo, novas chances para tornar as coisas melhores acaba nos pegando. A sensação de possibilidades infinitas e destino incerto e misterioso é mais presente nessa época, que acaba sendo boa para tentar se olhar à frente e planejar nossos próximos movimentos.
Eu sempre tenho mil listas: do que quero alcançar, do que não quero nem de graça, de como, de quando… Controle? Não, mas algum foco sempre é bom. Resoluções não precisam ser necessariamente de ano novo. Mas também não tem porque não ser.
Então, desejo para todo mundo que essa sensação, que antes era constante mas acabamos perdendo quando ficamos adultos, nos acompanhe nesse novo ano. Porque nada está escrito, nem em pedra nem em qualquer outro lugar. Tudo pode mudar, tudo é incerto. Você quer? Tente. Tem um ano inteirinho novo em folha à sua frente para encher com tentativas, e tomara, conquistas.
Post meio auto-ajuda? Pode até ser. Mas essa não é a música mais perfeita para se começar algo? Vou baixar e colocar como despertador…